quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ANG desinforma

Que a ANG tenha um protocolo de intercâmbio com a LUSA e autorização para fazer chapa-chapa, tudo bem. Agora que desinforme, adulterando o conteúdo informativo e contaminando a responsabilidade da notícia original, numa evidente manobra de manipulação política, já é passível de denúncia, ou mesmo de procedimento criminal.


Depois de passar 48h a ruminar a notícia, a pseudo-Agência fez um rearranjo dos parágrafos, de forma a que parecesse que a LUSA estava a assumir o facto consumado, enviesando fatalmente a leitura, prostituindo a imparcialidade que deveria assumir. Os jornalistas de ambas as Agência deveriam denunciar esta actuação em defesa do seu bom nome.

Repare-se que o ante-ante-penúltimo parágrafo original virou o último. O segundo e terceiro parágrafos originais cairam de paraquedas para o antepenúltimo lugar e penúltimo lugar, etc, numa inteiramente nova génese de sentido. Domingos Simões Pereira continua a fazer o seu Carnaval de pequeno golpista, banalizando atentados ao bom senso e à inteligência das pessoas.

Até quando?

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Titularidade

À imagem de Cipriano Cassamá, Paulo Sanhá está a abusar da Presidência (neste caso, do Supremo Tribunal de Justiça), para tentar valorizar o seu papel político na praça. No entanto, à semelhança da ANP, não tem qualquer poder pessoal de decisão, o qual emana exclusivamente do Plenário da instituição.

Só se for assessor

«Assessoria de Imprensa do Gabinete» agora faz comunicado político? Em nome do Presidente? por sua vez em nome da ANP! «Assim sendo, a posição assumida pela ANP...» Cada salto maior que cada perna.

Cipriano, segundo lhe convém, ora está doente ora está são, numa hora faz-se substituir logo noutra não, e actua tanto em nome pessoal como com máscara (pseudo-profissional transgénero: «a Assessoria de Imprensa do Gabinete do Presidente da ANP está convicto...»).

Como é Carnaval, nada parece mal.

Status Quo ex-ante

Dizer que o PAIGC está num beco sem saída é pouco. Num beco, ainda se pode voltar para trás. Ora, nem isso o PAIGC pode sequer fazer já.

Quando o diálogo desenhava uma possibilidade de reconciliação, com um retorno ao «status quo ex-ante», os seus dirigentes Domingos Simões Pereira e Cipriano Cassamá, altamente desgastados pelos últimos acontecimentos, recusaram-se a abandonar a sua atitude autista e descontextualizada, o que vem apenas confirmar a sua má-fé aquando do Golpe de Estado palaciano intentado por via da Comissão Permanente.

Perante esta suprema arrogância, o árbitro deverá marcar falta de comparência e declarar a vitória de quem está no campo. Quem está, está.

Quem não está, estivesse. E siga o processo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Domingos nega

Com as devidas reservas, devido ao carácter inapropriado do canal utilizado, chama-se a atenção para o penúltimo parágrafo da carta «aberta» de DSP a Jomav:

«o PAIGC é da opinião de que o formato escolhido para a promoção do diálogo deve merecer reformatação e acontecer entre instituições da República devidamente competentes e legitimadas para o efeito, o que, a não se observar, o coloca numa situação de desconforto, e incapacitado de manter a sua presença.»

DSP nega-se a estar presente na continuação da reunião de conciliação marcada para Sexta-Feira, rompendo as negociações, pretendendo dar a entender que o faz numa posição de força.

Falácia de demitido

Segundo notícia da ANG, o ex-Vice-Presidente da ANP, que parece representar o ex-Presidente para as tarefas menores e mais desagradáveis, voltou a argumentar com a «inexistência» de deputados independentes. O PAIGC, numa das suas habilidades de engenharia eleitoral e constitucional, eliminou o antigo artigo 18.º, que se referia a deputados independentes. No entanto, mantém-se em aberto essa possibilidade, sob uma designação muito semelhante, ao referir-se o regimento a deputados «que não pertençam a nenhuma bancada parlamentar», que é exactamente a mesma coisa, dita por outras palavras. A não publicação de uma versão oficial séria na página da ANP fomenta todo o género de especulações, mas, mesmo admitindo o argumento do litigante, e caso a Lei fosse omissa, isso não quereria dizer que é proibido. Se não é proibido, é permitido, pois não há nenhuma Lei que os proíba expressamente. É impossível manipular um vazio legal para que possa servir de argumentação a favor de um acto ilegal.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para bom entendedor

A Guiné-Bissau evoluiu muito e não quer mais ditadores, nem a mentalidade atrofiada que representam.

Cabral deixou-se matar, porque se recusava a andar com segurança. Já DSP, na sua esquizofrenia de se julgar insubstituível e paranóia de ser perseguido, arranjou carros blindados (como se isso lhe servisse de alguma coisa, com tantos operadores formados em RPG7, mas enfim...); mas pior, segundo parece, contratou João Monteiro, numa dificilmente compreensível provocação ao bom senso.

O referido Coronel, esse, continua a não conseguir que os seus empregados aguentem sem fugir (e parece uma má aposta, no campo da segurança pessoal, atendendo ao sucedido ao seu anterior protegido e à quantidade de chumbo que transporta no corpo)... Já quanto ao contratante, ao brincar com o fogo, arrisca queimar-se e deveria prestar atenção aos sérios avisos cujo teor lhe parece dirigido.

Quanto ao homónimo de Nino Vieira, deveria depositar o seu dinheiro num banco, local mais vocacionado para guardar quantias elevadas como aquela que consta que estava no cofre supostamente roubado. Evitaria assim ter de pagar a tantos seguranças, já que o risco pessoal que corre, como (antigo) Secretário de Estado, não parece, de forma alguma, justificar tais precauções.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Quem matou Titina Silá?

Levantam-se fortes suspeitas de que tenha sido o próprio PAIGC a matar Titina Silá. O assassinato de Amílcar Cabral não teria assim sido um caso pontual e isolado, executado por dois ou três traidores que foram apenas úteis bodes expiatórios, mas antes uma verdadeira purga decidida ao mais alto nível, destinada a varrer o espírito crítico e a implantar a supremacia de uma pseudo-elite de medíocres, que estabeleceram uma cultura de subversão política. O povo guineense não é obrigado a pagar pelo pecado original do PAIGC, ao matar os seus melhores filhos e filhas. Domingos Simões Pereira sujou a memória de Titina, ao pretender fazer uso partidário de um símbolo nacional, num momento de crispação social. Está na altura de o povo guineense abrir os olhos, redignificar a sua própria memória e pedir contas aos responsáveis pelas mortes dos seus heróis e das suas heroínas: o próprio PAIGC.

O sangue de Titina clama pela verdade histórica.

sábado, 30 de janeiro de 2016

África Monotor

Num exercício tendencioso, o África Monitor publica uma análise em Mono da crise política guineense, reflectindo a posição desgastada e encurralada de Domingos Simões Pereira. A única novidade que avança é o fantasma de uma hipotética resolução do Supremo, condenando o sucedido na ANP no passado dia 18. Para além de qualquer movimentação do seu Presidente e apanigado, ou de tentativas de manipular o Plenário na forma de suscitar o caso, o STJ não tem qualquer legitimidade ou vocação para esse género de actuação política. Uma coisa é invalidar um acto administrativo, outra é ofender a soberania do Plenário do Órgão Máximo da Nação. Qualquer iniciativa voluntarista nesse sentido carecerá de legalidade e de legitimidade, sendo nula e inexistente logo à nascença, apenas contribuindo para aumentar o clima de instabilidade social: um autêntico aborto.

«Análises apropriadas indicam que a ala contestatária da direcção do PAIGC constituída pelos 15 deputados, será forçada a recuar nos seus planos, e eventualmente a reconsiderar a sua linha, em consequência do desaire em que redundará uma declaração de nulidade/ilegalidade do seu expediente de “tomada” da ANP

O PAIGC e os seus papagaios, continuam a subestimar o PRS, fazendo de conta que não existe. São uns analistas de meia-tigela, patenteando uma notória incompetência funcional. Piores que o crédito de Portugal, segundo as Agências de rating: não passam de lixo. Não se lembraram, por exemplo, de apontar a manifesta incoerência que é tentar condenar no Supremo, algo que o PAIGC não reconheceu, ao macaquear a sua própria ANP (um verdadeiro tiro no pé!).

Progresso Nacional estranha

Em tempos, acolhemos na rede guineense de blogs uma equipa anónima, o Progresso Nacional, que parecia bem intencionada. Lembro a famosa campanha contra a fama de Narco-Estado da Guiné-Bissau (que recentemente traíram! quanto a «incoerências» estamos falados, recuso-me a recorrer aos mesmos expedientes e lavar roupa suja. Excluindo o Didinho, os blogs guineenses davam um caso de estudo nessa matéria!).

No entanto, excluímos há uns tempos esse blog da nossa lista, por considerarmos que abusam do anonimato para promover uma leitura parcial da actualidade. À diferença do Ditadura do Consenso, cujo autor dá a cara, a projecção que este blog conseguiu, a dada altura, foi colocada ao serviço da desinformação e da campanha de intoxicação promovida por Domingos Simões Pereira. Vendeu a alma.

É nesse contexto que deve ser considerada a «Opinião» do «cidadão atento» recentemente publicada nesse blog, criticando a coerência histórica dos textos publicados neste nosso Blog. A estranheza manifestada prende-se com a visão maniqueísta entre dois campos, artificialmente criados no seio do próprio PAIGC. Não há qualquer incongruência em ser contra a usurpação e abuso de poderes. Vinda de quem vier.

Já que andaram a pesquisar os textos do 7ze, poderiam recuar um pouco mais, a textos nos quais criticava a competição dos dois «galos». Mas tudo isso passou entretanto à história. As coisas mudam, não ficam paradas no tempo. De asneira em asneira, DSP perdeu inteiramente a razão, e o Presidente percebeu que não tem espaço de manobra para impor uma solução baseada em estilhaços da implosão do PAIGC.

Fiasco total

A «Mega» (milhão) marcha convocada por DSP esteve longe de conseguir um Kilo (mil).  Não eram mais de centena e meia a duas centenas de pessoas mobilizadas, apesar da arrasadora campanha de propaganda nas rádios controladas. Está toda a gente enjoada com o PAIGC. Quanto ao Festival Musical, convocado pelo MCCI (marionetes de DSP) para as 17h (curiosamente a mesma hora que um comício dos 5 partidos minoritários incluindo absentistas na ANP e a recém criada flatulência), pouco alterará ao facto de o PAIGC já não representar o povo guineense, cansado das suas mentiras e hipocrisias.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Presidente recusa-se a reconhecer farsa

O Presidente da República, ao manifestar em comunicado a sua «estranheza» perante os actos ilegais, nulos e inexistentes, praticados esta manhã nas instalações da ANP, vem assim tirar o tapete ao PAIGC, cujos chefes pensam que são os únicos espertos e julgam que poderiam condicionar a Presidência e manipular a situação política, evitando largar o poder, como ditam as regras do jogo democrático. Esta é apenas mais uma das diversões a que já nos habituaram, em especial no último meio ano.

O não reconhecimento explícito do Presidente desta farsa encomendada por DSP, acompanhado, para além do mais, de nota de desagrado, vem esclarecer a situação em tempo útil, e reduzir a pó a campanha de desinformação que estava já em curso, colocando em relevo a certeza de que o Presidente se pronunciará pela queda do Governo. O único efeito da palhaçada será o Presidente descartar a preocupação de equilíbrio, radicalizando a sua posição e reconhecendo a legítima ANP liderada por Nambeia.

Depois de múltiplos sinais de ofensa ao Presidente nos últimos tempos, Domingos Simões Pereira acaba de esticar a corda na sede do partido, falando em «vitória contra a infâmia e a bandidagem».

A cada Partido a sua ANP

O PAIGC, ao insistir na farsa da multiplicação das ANPs, entra assim no jogo do PRS, forçando o Presidente da República a intervir. Esta ANP, minoritária e ilegal, não tem qualquer legitimidade, resultando de uma cabala envolvendo um despacho relâmpago de um juiz, corrompido por vícios insanáveis, em instância incompetente (como pode um juiz desconhecido de um Tribunal Regional pretender ditar ordens a Deputados da Nação eleitos para a ANP, de onde emana a soberania?).

O «empossamento» dos novos deputados foi feito com base em bocas da assistência, depois de a segunda secretária se ter esquecido da lista nominal das substituições (e de o antigo «presidente» Cipriano Cassamá, impedido e faltoso, não ter arriscado a presença, sendo substituído por um Vice).

É a «legalidade» a todo o custo,  que o PAIGC tenta impor pela força, com uma votação de rajada (depois de meses à espera de forjar o momento) sem debate nem contraditório. Isto é tudo menos política multi-partidária: o PAIGC continua a acreditar que é o Estado.

Os actos praticados no local devem ser considerados nulos e inexistentes. O «Plenário» não podia reunir por falta de quórum. Efectivamente, se os deputados ainda não tinham sido empossados, não podiam contar para esse quórum inicial que permite começar com os trabalhos!

 É apenas mais uma das múltiplas ilegalidades que ferem o processo. Mas isso parece não incomodar o PAIGC e a sua Direcção, apostada numa fuga para a frente (pena que se encontre perante um beco sem saída). Esse Partido continua a conceber apenas ditadores, no seu seio, sem qualquer preocupação com o estado ou com a realidade do País.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Quem paga ao MCCI?

Ao tal «Movimento», não basta a boa vontade e adesão popular às suas propostas, pelos vistos propõem um cartaz de luxo para o dia 30. Seria bom que o Movimento esclarecesse se os músicos que servem de isco estarão presentes como simples manifestantes, por partilharem dos seus «ideais», ou se, pelo contrário, está previsto receberem cachet, a título de artistas. Se recebem, quem paga?

Estranho fenómeno

Ajuntamento de jagudis, nos telhados da sede do PAIGC, desde o dia 20 de Janeiro. Ver notícia.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A última palhaçada de Cassamá

Numa armadilha e numa traição elementar a qualquer espírito negocial, Cipriano Cassamá conseguiu atrair um dos 15 deputados a sua casa, para emitir uma Nota de Imprensa afirmando-se como Presidente de uma ANP (que já caiu), avançando, para além do mais, que teriam ido «pedir desculpa».

A promiscuidade entre a esfera pública e privada tornou-se galopante, para quem se reclama titular de um órgão de soberania. Convida alguém a título pessoal para o visitar em casa, e publica uma nota de imprensa institucional.

Comunicado de Imprensa, nota máxima de hipocrisia, fingindo desmentir a mentira que tinha avançado, mas apenas para reforçar a ideia de a iniciativa ter partido dos 15, ao contrário daquilo que se passou.

Esta é apenas mais uma das incontáveis artimanhas e cabalas que este resíduo, mesmo depois de demitido, ainda consegue despoletar. Aparentemente, o seu arsenal de demagogia é inesgotável.

A Nota, em si, comporta ainda uma dupla negação. Como poderia algum dos 15 visitar Cassamá como Presidente da ANP, se haviam votado a sua destituição? Que sentido faria Cipriano receber institucionalmente alguém como deputado, a título de Presidente, se assinara a sua expulsão precisamente nessa qualidade?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O último pum

Exibindo evidências de uma má digestão da sua queda, Domingos Simões Pereira lança o PUN, bem como mais uma série de farsantes reclamando-se representantes da sociedade civil, quando a verdade é que os seus apelos à mobilização, para inglês ver, na linha nô bai luta, caem no saco roto de uma população cansada. É o último suspiro, o canto do cisne, o fim da linha. As tentativas de endurecer o discurso, de lançar a confusão, de envolver as Forças Armadas, só demonstram ainda mais claramente a dimensão da sua derrota, apesar de todo o peso jogado na balança, das fortes doses de arrogância e demagogia empregues. As iniciativas tácticas vão-se tornando cada vez mais patéticas...

No comunicado do auto-intitulado FCPDD, há um suposto crime que chama a atenção em especial: o do «exercício dos Direitos políticos». É um lapso revelador. Já suspeitávamos que eram contra o exercício desses Direitos! Mas transformá-los em crime? Não estarão a ir longe demais? Pretendem copiar o modelo angolano? Mas não é o único problema de redacção: que pensar de «a promoção do diálogo e o estabelecimento de compromissos que favoreçam a estabilidade interna, NÃO são uma alternativa ao cumprimento escrupuloso das leis da República»?

MurMúrio

O Secretário-Executivo da CPLP, tem por costume passar atestados de menoridade à Guiné-Bissau, como mostrou em tempos o jornalista Nuno Ribeiro do Público, em entrevista: para Angola, fala baixinho; para a Guiné-Bissau, fala grosso. Ora a Guiné-Bissau está em pleno exercício de alternância, coisa que infelizmente o povo angolano não conhece (por enquanto).

Vem agora anunciar uma visita de mediação. Como é possível alguém oferecer-se para árbitro começando por uma declaração de tomada de partido? «Esperança em que o programa do executivo guineense seja aprovado no Parlamento ainda esta semana»? Como assim? Já não há executivo guineense, ninguém o informou que o Governo foi censurado? Que se constituiu uma nova maioria, precisamente no Parlamento?

Além disso, o futuro da Guiné-Bissau, não se resolve em Luanda, como ficou bem patente na retirada da MISSANG, para não serem comidos vivos. O substituto de Domingos Simões Pereira não é bem vindo, com este género de discurso, fazendo tábua rasa da política interna. Um árbitro que veste a camisola de uma das equipas?

djá stá lá

Há um facto político que o PAIGC não consegue refutar. A tomada da Assembleia. Foram adiando até Quinta-Feira tomar «conhecimento», com uma censura implícita nos meios de comunicação social, apostando no grandioso evento que deveria ser a data em que assassinaram Cabral.

Mas não conseguiram continuar a esconder dos olhos do mundo a situação política. Seria tapar o sol com a peneira. Mesmo se a visão continua deturpada, a favor do PAIGC, noticiaram finalmente o caso. A ponto de se atribuir ao PRS+15 a curiosa designação de «maioria dissidente». Ora, como pode uma maioria ser «dissidente»?

De facto, estamos perante uma minoria autista que se nega a reconhecer as regras do jogo democrático, agarrando-se ao poder. Um partido comandado por um verdadeiro empata-f... que anda há meio ano a adiar qualquer solução para o País!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Máquina de desinformação

Depois de ter passado mais de 48 horas em crise de negação, o PAIGC lançou mais uma das suas pérolas de contra-informação (isco rapidamente engolido pela televisão e imprensa portuguesa), tentando acreditar um «assalto ao parlamento» que se teria dado por «arrombamento» (reportando-se ao caso de uma imagem - também existe em vídeo - de um dos 15 a abrir tranquilamente a porta), o qual estaria associado, segundo comunicado, a um «golpe de Estado» (que reconhecem assim mais de dois dias depois).

«A denúncia [devidamente anonimizada como «Serviços da ANP»] é do Director dos serviços Administrativo e Financeiro da ANP, Baifaz António Correia, afirmando ser o único possuidor das chaves das portas que dão acesso ao Salão plenária e, recebeu informação que a porta foi violada por Baciro Djá.» Será que o senhor Baifaz teve o cuidado, no dia 18, de verificar que a porta tinha ficado bem fechada, quando o seu ex-chefe abandonou o Salão?

Para esclarecimento, lembrar minutos 2 a 7 do Telejornal desse dia!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

DSP enfia o barrete

Depois de Domingos Simões Pereira admitir que o PAIGC perdeu o poder, apelando, em último recurso, para a violência, talvez seja tempo de a LUSA e a RTP deixarem de fazer vista grossa e transmitirem a notícia da queda do Governo Carlos Correia, no passado dia 18, deixando de falar de «actual executivo» e outras barbaridades jornalísticas do mesmo calibre, que atentam contra a verdade dos factos e a inteligência dos leitores. A ladainha chega ao cúmulo de incluir um choradinho do Ministério do Interior, que muita falta fez, nestas circunstâncias. O PAIGC, enquanto acusa anónimos de Golpe de Estado e fala em tentativa de tomar o poder pela força, anuncia ao mesmo tempo publicamente um assalto ao Parlamento para amanhã. No entanto, como o PAIGC morreu e não possui já qualquer expressão política, serão mais os contra-manifestantes do próprio Partido, em apoio aos 15.

RIP

Depois de no passado dia 18 de Janeiro, num Plenário histórico, o cenário político guineense se ter radicalmente alterado, o PAIGC continua a tentar orquestrar uma «percepção» política desactualizada (como tentar vender um produto fora do prazo de validade). Chegam a queixar-se de lhes estarem a fazer o mesmo que eles fizeram! Ora, voltou-se o feitiço, contra o feiticeiro.

Numa ensurdecedora conspiração do silêncio, julgam que calando as rádios, controlando as televisões, tentando manipular as mentes, não serão desmascarados? Não, hão de sê-lo de forma ainda mais evidente, cairão com ainda mais estrépito. De nada serve a desprestigiante utilização da memória de Cabral ou as hipócritas diversões étnicas. Não poderão evitar o contraditório para sempre...

Foi hoje a enterrar o PAIGC, antes de perfazer 60 anos. Morreu depois de lhe terem assassinado o PAI, há exactamente 43.

Os pretensos herdeiros (e putativos assassinos), em plena necrofagia, debatiam-se sobre os seus restos mortais.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Pseudo faz pirraça

Em Bissau, o pseudo-Primeiro-Ministro, acompanhado da pseudo-Ministra da Justiça, faz de conta que «a vida continua», para utilizar as suas próprias palavras. Patético e paupérrimo, como resposta política, à emergência de um novo cenário.

Golpe de Estado palaciano

Apesar de todos os avisos contra a sucessão de pequenos golpes que vão desvirtuando a Constituição, Domingos Simões Pereira ousa avançar para o confronto directo, afrontando não só a ala rebelde do PAIGC, como o maior Partido da oposição. A deliberação da Comissão Permanente da ANP é ilegítima e ilegal, como várias pessoas já deixaram perfeitamente claro, incluindo Fernando Casimiro. As purgas fazem-se intramuros, a ANP não é uma repartição do PAIGC. DSP queixa-se que não o deixaram governar (ele, que não foi nominalmente eleito) e conspira maquiavelicamente (passe o pleonasmo) para fazer o mesmo aos outros/as (esses sim, nominalmente eleitos/as). Uma fuga para a frente que inevitavelmente lhe custará os últimos resquícios de credibilidade (ler opinião, no Rispito).

Uma deliberação não «declara», delibera. É uma opinião, não uma ordem, com força de decreto. A argumentação é ridícula, pois «perder uma condição [nem que fossem todas] de elegibilidade» não pode afectar alguém que já está em funções, pois elegibilidade é a capacidade para ser eleito, e isso, eles e elas, já o foram. Além disso, segundo o PRS, a CP não apenas foi ilegalmente convocada (isto depois de se impor à Assembleia um adiamento ilegal, depois de se ter tentado confundir as pessoas com cabalas) como não dispõe sequer dessa competência. Estamos portanto, para todos os efeitos, tecnicamente perante um Golpe de Estado, contra uma maioria que estava na forja, por um Partido usurpador, chefiado por um sub-produto do mesmo.

Este (des)governo (do PAIGC) atingiu nível semelhante de farsa aos seis meses que Cadogo aguentou o seu «Governo no exílio». Engraçado, como dizia alguém, é que quem agora apoia estes Golpes a «céu aberto» são as mesmas «donzelas ofendidas» do 12 de Abril (um pronunciamento patriótico, para quem não se lembre), com a única diferença de agora já não terem os militares para bodes expiatórios... como irão enganar o povo, desta vez? DSP, para além de ter falhado, revelou falta de maturidade, segundo Manel Saturnino (que pediu desculpa por ter contribuído para a sua ascensão). Pior: entrou em crise de negação: está agora claramente apostado no confronto, tomando o país como refém do seu desmesurado narcisismo.

Já não se trata de nomes: é um padrão, uma doença do Partido, cuja primeira manifestação foi o assassinato de Amílcar Cabral. Tentar impor a forma ao conteúdo pode ser perigoso, sobretudo quando este não colabora.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Presunção e água benta...

Adivinha quem disse:

«Muitas pessoas mobilizaram todos os seus recursos para estancar o progresso do país só porque eu estava na liderança do governo».

Decerto só pode ser um «perfil»:

1) Caído em desgraça.

2) Violentamente acometido de paranóia fulminante, já que os outros não arranjam nada melhor para fazer do que, claro, persegui-lo (e com todos os seus recursos, arriscando cair na mendicidade).

3) Que tem sempre razão (como é óbvio) contra muitos, nunca lhe ocorrendo que a sua personalidade perturbada poderá ter algo a ver com o caso.

4) Ressabiado, já que apesar da sua liderança (ou melhor, chefia, já que o verdadeiro líder tem outro perfil) do governo já ter sido há muitos meses, não deixa de remoer a coisa.

5) E presume, sem embaraço, que, com a sua pessoa ao leme, o progresso do país seria um fluxo imparável e ininterrupto.

Tantas sentenças gratuitas e quanta vaidade absurda e deslocada, numa simples frase!